
No primeiro encontro de leitura de 2026, a autora Flávia Pèret esteve com o grupo de leitoras e pesquisadoras para conversar sobre seu livro “Coisas presentes demais” (Editora Relicário, 2025). A obra, que registra de modo sensível como a autora se aproxima da avó diante de seu diagnóstico de Alzheimer, faz da escrita um espaço não apenas de reconstituição da memória, mas também do aparecimento da avó diante da neta, e da neta escritora diante da avó. A conversa foi cercada de reflexões pessoais das participantes, sobre luto, memória e esquecimento, a complexidade das relações familiares e o encontro consigo mesma diante da “outra necessária” (Adriana Cavarero, 2025), para quem narrar significa aparecer e (se) ver no mundo não a partir de si mesma, mas a partir da outra simplesmente presente diante de nós.
