Aula Aberta com Dra. Michele Pires Lima

Os grupos Neepec e Entremeios convidam para a Aula Aberta “Combater a CISheteronormatividade, TRANSformar as Humanidades” com a pesquisadora Dra. Michele Pires Lima (UnB/ UFAM) na sexta-feira dia 8 de maio às 14h no Auditório Bicalho (1 o andar da FAFICH). É destinada a toda a comunidade discente e docente do PPGCOM UFMG e da FAFICH UFMG, tem entrada franca e emissão de certificados de participação. O evento tem apoio do PPGCOM UFMG e da Capes.
Esta aula aberta tem por objetivo dialogar e refletir sobre os impactos da cisheteronormatividade, sistema de opressão e hierarquização social, nas experiências de sujeitos e sujeitas dissidentes sexuais e de gênero, ao mesmo tempo que mantém em condições de privilégio e poder um conjunto de pessoas que se beneficiam da estrutura cisgênera e heteronormativa da sociedade brasileira. Visa propor alternativas de mudança de paradigma nas ciências humanas, em especial na comunicação social, como forma de combater o sistema cisheteronormativo na produção do saber e no ensino, demonstrando a urgência de incorporação da produção intelectual transfeminista e transmasculina, a valorização da diversidade humana e os direitos humanos.

A realização é uma parceria intergrupos e interlinhas de pesquisa do PPGCOM UFMG, o Nepeec, coordenado pelos Profs. Drs. Juarez Guimarães Dias e Carlos Mendonça da Linha Textualidades Midiáticas, e o Entremeios, coordenado pela Profa. Dra. Vanessa Cardozo Brandão da Linha Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades.

Michele Pires Lima é Doutora e Mestra em História Social e tem Licenciatura em História pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). É a primeira travesti a defender o doutorado na UFAM com a inovadora tese “Sob o espelho de Oxum: afetos, maternagem e ações sociopolíticas de Mulheres Lésbicas Negras e Afro-indígenas em Manaus/AM (1992-
2020)”. Atualmente realiza Pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em Direito da UnB. É pesquisadora do Instituto Leônidas e Maria Deane ILMD/Fiocruz Amazônia, e do Núcleo de Pesquisa em Tecnologias, Subjetividades e Decolonialidade (UEMG). Integra o Grupo de Estudos Históricos do Amazonas (UEA) e o Grupo de Pesquisa Sujeições e Subjetivações no Direito (UFF). Integrou o Grupo de Trabalho Memória e Verdade Histórica LGBTI+ do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania e compõe a Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Estado do Amazonas (ASSOTRAM).

Primeiro encontro do Entremeios de 2026 teve a presença da autora Flávia Pèret

No primeiro encontro de leitura de 2026, a autora Flávia Péret esteve com o grupo de leitoras e pesquisadoras para conversar sobre seu livro “Coisas presentes demais” (Editora Relicário, 2025). A obra, que registra de modo sensível como a autora se aproxima da avó diante de seu diagnóstico de Alzheimer, faz da escrita um espaço não apenas de reconstituição da memória, mas também do aparecimento da avó diante da neta, e da neta escritora diante da avó. A conversa foi cercada de reflexões pessoais das participantes, sobre luto, memória e esquecimento, a complexidade das relações familiares e o encontro consigo mesma diante da “outra necessária” (Adriana Cavarero, 2025), para quem narrar significa aparecer e (se) ver no mundo não a partir de si mesma, mas a partir da outra presente diante de nós.

“Coisas presentes demais” é a primeira leitura de 2026

Memória, ausência e escrita são temas do livro de Flávia Pèret publicado pela Relicário Edições. “Coisas presentes demais” (2025) traz textos da autora escritos a partir das experiências vividas com a avó com Alzheimer. Essa é a leitura do primeiro encontro do Entremeios em 17 de abril de 2026, às 14h30. O encontro acontecerá online e para participar solicite o link pelo contato do site ou mensagem direta no nosso perfil no Instagram.

O paraíso são os outros: leitura de 07/05/2019

No segundo encontro do Entremeios em 2019, continua nossa conversa sobre o tema “Amor”, através da literatura. Esse sentimento que mostra que o caminho para ser feliz pode estar fora de nós… Depois de “O conto da Ilha Desconhecida”, de José Saramago, a leitura da vez é a de “O paraíso são os outros”, de Valter Hugo Mãe.

Leitura talvez um pouco como o amor: simples e profunda, intensa e necessária.

Segundo encontro, em 07 de maio: “O paraíso são os outros”, de Valter Hugo Mãe
É pra inspirar. É pra expirar. É pra mostrar que o pulso ainda pulsa e que, sim, estamos vivos.
Terça-feira, 11h20, no ComuniCA UFMG

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Agenda 2019 – Ler (e viver) o amor

Está retomada a agenda de encontros de leitura compartilhada do Entremeios – costuras entre mídia e literatura 2019. Sabe qual o tema das leituras do primeiro semestre?
AMOR
Esse sentimento que mostra que o caminho para ser feliz pode estar fora de nós… leituras urgentes, necessárias.
– Primeiro encontro em 09 de abril: “O conto da Ilha desconhecida”, de José Saramago
– Segundo encontro, em 07 de maio: “O paraíso são os outros”, de Valter Hugo Mãe
– Terceiro encontro, 04 de junho: “Flores Azuis”, de Carola Saavedra

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Foto por Pixabay em Pexels.com

Quarto encontro, 02 de julho: “Me chame pelo seu nome”, de André Aciman
É pra inspirar. É pra expirar. É pra mostrar que o pulso ainda pulsa e que, sim, estamos vivos.
Sempre às terças-feiras, 11h20, na Fafich (3o andar – sala do ComuniCA – Centro Acadêmico dos Cursos de Comunicação Social)

Olhos D’Água – 18/10/2018

Mais um livro de contos será discutido no clube do livro Entremeios! No mês de outubro, o escolhido foi “Olhos D’Água”, da autora belo-horizontina Conceição Evaristo. Mestre em Literatura Brasileira pela PUC do Rio de Janeiro e Doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Conceição é um dos grandes nomes da literatura brasileira e de movimentos de valorização da cultura negra no país. Confira a sinopse da obra:

SINOPSE: “Em Olhos d’água Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem. Sem sentimentalismos, mas sempre incorporando a tessitura poética à ficção, seus contos apresentam uma significativa galeria de mulheres: Ana Davenga, a mendiga Duzu-Querença, Natalina, Luamanda, Cida, a menina Zaíta. Ou serão todas a mesma mulher, captada e recriada no caleidoscópio da literatura em variados instantâneos da vida?Elas diferem em idade e em conjunturas de experiências, mas compartilham da mesma vida de ferro, equilibrando-se na “frágil vara” que, lemos no conto “O Cooper de Cida”, é a “corda bamba do tempo”. Em Olhos d’água estão presentes mães, muitas mães. E também filhas, avós, amantes, homens e mulheres – todos evocados em seus vínculos e dilemas sociais, sexuais, existenciais, numa pluralidade e vulnerabilidade que constituem a humana condição. Sem quaisquer idealizações, são aqui recriadas com firmeza e talento as duras condições enfrentadas pela comunidade afro-brasileira.”entremeios olhos d'água

Bem-vindo!

Olá, bem-vindo ao Entremeios! Este é um grupo dedicado à leitura compartilhada de textos literários e manifestações poéticas contemporâneas (nos termos de Ítalo Calvino), e sua conexão com a vida midiatizada. Criado pela professora Vanessa Cardozo Brandão (Departamento de Comunicação Social – UFMG), realiza encontros de leitura mensais, abertos aos interessados. Para participar, basta ler o livro-mídia da vez e aparecer pra conversa.